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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PREMEDITANDO O BREQUE

Este é segundo disco do maravilhoso grupo paulista Premeditando o breque. Grupo de sólida formação musical o Premê, junto com o grupo Rumo e Arrigo Barnabé, protagonizou uma interessante renovação da canção popular brasileira






1 - Essa é a verdade
Mário Biafra - Wandi Doratiotto
2 - Conflito de gerações
Wandi Doratiotto
3 - Brigando na Lua
Mário Biafra
4 - Marana
Mário Biafra - Wandi Doratiotto
5 - Marcha da kombi
Wandi Doratiotto
6 - Feijoada total
Premeditando o Breque
7 - Samba absurdo
Mário Biafra
8 - A Esperança é a última que morre
Wandi Doratiotto
9 - Nunca
Marcelo Galbetti - Mário Biafra - Wandi Doratiotto
10 -Choro
Marcelo Galbetti
11 - Gosto Também Se Discute
Wandi Doratiotto
12 - Luisa
L. Robin - R. Whiting - Vrs. Igor - Vrs. Mário Biafra
13 - Fim de Semana
Wandi Doratiotto

Músicos

Marcelo (Antônio Marcelo Galberti)
Igor (Igor Lintz Maués)
Wandy (Wanderley Doratiotto)
Claus (Claus Erik Petersen)
Biafra (Mário Augusto Aydar)

http://www.4shared.com/file/K8LEi9_l/1981_-_Premeditando_o_Breque.html

VINÍCIUS DE MORAES: ENTRE O SINGULAR E O PLURAL

Artigo escrito para o jornal "Pôr-do-sol", a ser publicado em 01 de novembro, data na qual já saberemos se o  Brasil vai seguir mudando com o projeto democrático-popular que está dando certo, ou se vai retroceder para um tempo de trevas peessedebista (bem maniqueísta mesmo...). Oxalá, e tudo nos leva a crer que sim, o Brasil avançe para melhorar o que ainda falta, e sabemos que não é pouco.  
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VINÍCIUS DE MORAES: ENTRE O SINGULAR E O PLURAL

Por Ricardo Moreno

No momento em que o leitor estiver lendo esse artigo, um novo Brasil já estará sendo desenhado e configurado como fruto do voto popular que se deu no último dia trinta e um de outubro. Oxalá, seja o desejo do povo a continuação de um projeto que entre outras realizações (algumas frustrações, é certo) fez, como o projeto “pontos de cultura” um caminho rumo ao encontro de um Brasil profundo, como diria o saudoso Mário de Andrade. Esse Brasil profundo foi muitas vezes escamoteado, e não raro, de certa forma, até envergonhou alguns brasileiros que, como diz outro grande pensador nativo, Ariano Suassuna, já quiseram ser franceses, no século XVIII; ingleses no XIX; e estadunidenses no XX. Quiseram ser tudo, menos brasileiros. Esses brasileiros são, para Suassuna, os representantes do Brasil oficial – da elite, que se opõem aos brasileiros do Brasil real – o do povo. Mas falando em Brasil profundo, eu lembrei de um de seus legítimos representantes, Vinícius de Moraes.  
Certa feita o escritor Carlos Drummond de Andrade disse sobre Vinícius de Moraes: “foi o único de nós que teve vida de poeta”. E o que isso significa? Significa acima de tudo que Vinícius teve a precisa consciência e exata percepção do seu tempo e de seu lugar. Soube como ninguém ser a síntese de um país tão misterioso, heterogêneo e complexo como o Brasil. Ao contrário de muitos que nasceram nas condições em que nasceu Vinícius, homem de classe média e tendo freqüentado os melhores bancos escolares, ele soube como ninguém compreender o Brasil, e mais do que isso: amá-lo profundamente. É desse amor que brota a profunda generosidade de Vinícius, seu ímpeto em realizar o melhor do Brasil. Mesmo sendo branco e de classe média soube ver na alma brasileira a presença criativa do negro. Sua cultura, sua música, suas danças e sua rica mitologia.  
Vinícius foi poeta, letrista de música popular, embaixador, escreveu para o cinema, foi boêmio e muito mais... Participou da criação da bossa nova, e foi dentro desse movimento, um dos mais importantes parceiros do maestro Tom Jobim, compondo com ele peças inesquecíveis como: “Garota de Ipanema”, “Eu sei que vou te amar” “chega de saudade” e tantas outras. Mas não se acomodou nesse movimento. No final dos anos 60 idealiza junto com seu parceiro, o grande violonista Baden Powell, uma incursão ao “Brasil profundo”. É nesta perspectiva que vai até a Bahia, numa viagem memorável para se encontrar com os orixás e receber deles suas bênçãos, e criar os “Afro-sambas”. Vinícius e Baden transformam em belíssimas canções de música popular os toques e os mitos yorubanos.
Após essa memorável passagem com Baden, Vinícius estabeleceu uma parceria profícua com outro violonista de peso: Toquinho. A parceria, que se iniciou quando Toquinho tinha apenas 23 anos e Vinícius 56, se desenvolveu até praticamente a morte do poeta em 1980. O encontro entre os dois rendeu à música popular brasileira um sem número de canções preciosas.
Há no belíssimo filme “Vinícius de Moraes” de Miguel Faria Jr. uma passagem na qual o escritor e ensaísta Antonio Cândido dá um depoimento preciso sobre nosso poeta. Ele diz que o primeiro Vinícius da poesia do livro (refiro-me a diferença entre a poesia do livro e a poesia da canção), ainda não era o “nosso” Vinícius. Ainda era uma poesia empolada, de gabinete. Ainda não era o Vinícius que bebeu nas fontes originais da cultua brasileira. Ainda era um europeu. Só depois é que Vinícius se torna efetivamente o poeta que aprendemos a admirar. É nesse segundo momento que Vinícius realiza o ideal dos modernistas de 1922 e produz uma poesia do cotidiano e sem empolação. E Vinícius gostava de ir ao encontro do povo simples. Um ano antes de morrer, Vinícius aceita o convite do então presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, Luís Inácio Lula da Silva, e vai até lá para ler seus poemas.
Com sua generosidade e amor pelo seu povo, Vinícius revela ao Brasil, o Brasil profundo. O Brasil bom. O Brasil do bem. O Brasil que pode dar certo, e que comparece frente às outras nações com dignidade e uma qualidade criativa já reconhecidas por todo o mundo. Vinícius é, enfim, a síntese do Brasil com que sonhamos. Vinícius continua sendo um ser plural em sua singularidade. Que as novas gerações conheçam e amem esse grande brasileiro! Saravá Vinícius!  

sábado, 9 de outubro de 2010

Apelo à consciência crítica dos brasileiros

 O assunto desse blog é música, mas eu gostaria de nesse momeno eleitoral brasileiro compartilhar com os usuários dele algumas angústias e esperanças. O Brasil tem passado por mudanças significativas e se não vivemos um processo ainda mais aprofundado de transformações é porque, sem dúvida, o governo que as promove é formado por uma coalizão que engloba até mesmo setores conservadores, que contradioriamente, foram co-responsáveis pela situação de miserabilidade do país. De qualquer forma as mudanças estão acontecendo e é preciso que ela avançem, e o momento eleitoral é o  melhor momento para que isso tudo seja discutido. Fico muito triste em ver a verdadeira discussão ser esvaziada por uma boataria que irresponsavelmente tenta denegrir e desconstruir a imagem da candidata DIlma Roussef, que é justamente a candidata que se compromete verdadeiramente com a continuação da mudança que se opera no Brasil desde 2003. A boataria apesar de ser um recurso desqualificado ele demonstra de forma cabal a falta de argumento da oposição. Um verdadeiro clima de obscurantismo medieval tomou conta das periferias do Brasil. Isso é muito perigoso e muito ruim para a democracia, pois esta depende da clareza de argumentos, do debate limpo e direto, e não dessas informações que circulam sem ao menos se saber de onde vem. O boato apela para o medo, que é sem dúvida um gigante da alma, como se disse outrora. Então o que vemos é o obscurantismo tentando se impor a todo custo. É a falta de argumento querendo vencer através do medo. É a homofobia, a intolerância contra as manifestações afro-brasileiras e uma série de outras intolerâncias.
  É o caso então de fazermos apelo às almas de bem a se empenharem na eleição do lado mais progressista e generoso dessa contenda política. Mesmo que não seja a candidata dos seus sonhos, compreenda que outro lado significa um retrocesso sem precedentes na nossa história. Em nome do interesse da maioria vamos eleger Dilma, a primeira presidenta do Brasil.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Stanley Clarke Live 1976-1977

Este é um disco do baixista estadunidense Stanley Clarke gravado entre 1976 e 1977. É mais uma contribuição do amigo Lucas Reis.     

Stanley Clarke - Primary Artist, Bass Guitar, Electric Guitar
Bob Malach - Tenor Saxophone
John McLaughlin - Acoustic Guitar
David Sancious - Piano
Ray Gomez - Electric Guitar
Gerry Brown - Drums
Al Harrison - Trumpet, Human Whistle, Piccolo Trumpet
Munyungo Jackson - Percussion
Peter Robinson - Organ, Strings, fender rhodes, Moog Bass
James Tinsley - Trumpet, Piccolo Trumpet, Alarm Clock
Alfie Williams - Flute, Alto Saxophone, Baritone Saxophone, Soprano Saxophone
1. School Days
2. Lopsy Lu
3. Quiet Afternoon4
. Silly Putty
5. Dayride
6. Bass Folk Song No. 3
7. Magician
8. Desert Song
                                                              9. Vulcan Princess

http://www.4shared.com/file/259043499/6f49613e/Stanley_Clark.html

sábado, 27 de março de 2010

Melpomem

Disco com a suposta música grega antiga. Lançamento da Harmoni Mundi.


01 - Akousate-Argos
02 - Melomai
03 - Sappho
04 - Eros

05 - Mater
06 - Nomos M
07 - Tenge pleumonas oino
08 - Dithyrambos
09 - Gaia
10 - Daktylos amera
11 - Makrotatos
12 - Anakreon
13 - Perikleitos
14 - Agallis
15 - Dialogos
16 - Mona
17 - Protos
18 - Ekleipsis
19 - Proteron
20 - Hypne anax

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Inezita Barroso

Esta é uma coletânea de músicas da Inezita Barroso, feita pela gravadora copacabana em 1972. Ele trás pra  nós o sabor de um Brasil rural muito engraçado e delicado.Dentre as canções do repertório destaca-se a engraçadíssima Moda da pinga e a belíssima Viola Quebrada, de Mário de Andrade.

 

1- Peixe vivo
2- Engenho novo
3- Lampião de gás
4- Moda da pinga
5-Funeral d'um rei nagô
6- Viola quebrada
7- Canto da saudade
8- Boi bumbá
9- Trem das Alagoas
10- Jangada
11- Côco verde
12- Morena, morena

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ravi Shankar - Musical Ambassador of India

Sitarsista virtuoso, legendário, compositor, professor, e escritor RAVI SHANKAR é o embaixador musical mais estimado da Índia. É um fenômeno singular, cuja aparição no cenário musical ocidental despertou de pronto o interesse de músicos de vários segmentos musicais. Consta que o grande mestre do bepbop jazz, John Coltrane, tinha por Shankar uma verdadeira adoração. Como prova dessa admiração Coltrane homenageou o mestre indiano colocando seu nome no próprio filho: Ravi Coltrane.
 Shankar foi aluno do ilustre guru Baba Ustad Allaudin Khan. Ele já era uma das estrelas mais luminosas na Índia antes de entrar na cena internacional nos anos 60. Desde então, ele foi o pioneiro a disseminar na Índia a tradição da música clássica.





01 Raga Devgiri Bilawal - Dhun Ertaa
02 Raga Samant Sarang - Gat Jhaptall
03 Raga Shudh Kalyan - Alap Jod
04 Raga Bihag - Vilambit & Madhyalay


http://www.4shared.com/file/199508679/ee200126/Ravi_Shankar_-_Musical_Ambassa.html

sábado, 9 de janeiro de 2010

The Source - Ali Farka Touré

Ali Farka Touré nasceu em 1939 em Gourmararusse (na região de Timbuktu), Mali, em  uma família nobre. Sendo de origem nobre, ele nunca deveria ser músico. Sua família, portanto, reprovava a sua inclinação artística, levando-se ainda em consideração que a profissão de músico era normalmente herdada no Mali. Mas não houve que o impedisse, tamanha era sua vontade e inclinação.
Ele começou a tocar aos dez anos, mas só aos 17 pode ter sua própria  guitarra. Em 1950 ele começou a tocar gurkel, uma única seqüência africana que ele escolheu por causa de seu poder de atrair os espíritos. Ele também aprendeu sozinho a Njarka, um violino de corda única que é hoje uma parte popular do seu desempenho. Então, em 1956, Ali Farka Toure viu a performance do grande guitarrista guineense Keita Fodeba em Bamako. Ele ficou tão emocionado que decidiu então se tornar um guitarrista profissional. Foi um autodidata e adaptou canções tradicionais usando as técnicas que tinha aprendido na gurkel.
Durante uma visita a Bamako, no final dos anos 1960, artistas como Ray Charles, Otis Redding e, sobretudo, John Lee Hooker e Ali Farka Toure introduziram ali a música Afro-americanoa. A princípio, ele pensou que Hooker estava tocando a música do Mali, mas depois percebieu que essa música que vem da América tinha profundas raízes Africanas. Ali Farka Toure também foi inspirado pela força interpretativa de Hooker e daí começou a incorporar elementos de Hooker em sua própria performance.
Ali Farka Toure também foi engenheiro de som, uma profissão que praticou até 1980, quando ele tinha guardado dinheiro suficiente para se tornar um agricultor. Sua carreira se iniciou na França em 1976 e durante anos ele seguiu uma carreira de sucesso na África Ocidental, adaptando canções tradicionais e ritmos em dez línguas da enorme riqueza cultural do Mali. Esta carreira foi combinada com uma vida enraizada na sua aldeia. Embora fazendo muitas turnês na África e ocasionalmente também na Europa e América, Toure preferiu a segurança de sua vida na aldeia, junto à família e amigos, colheitas e gado.
Ali Farka Toure morreu 7 de março de 2006, de câncer ósseo.






 FAIXAS

1. Goye Kur
2. Inchana Massina
3. Roucky
4. Dofana

5. Karaw
6. Hawa Dolo
7. Cinquante Six
8. I Go Ka
9. Yenna
10. Mahini Me



The Enchantment - Chick Corea e Béla Fleck

Disco de 2007 reunindo o piano de Chick Corea e o banjo de Béla Fleck. Cortesia Lucas Reis.






FAIXAS

01 Señorita (Corea) 5′20
02 Spectacle (Fleck) 4′40
03 Joban Dna Nopia (Corea) 6′28
04 Mountain (Fleck) 3′53
05 Children’s Song #6 (Corea) 4′02
06 A Strange Romance (Fleck) 4′46
07 Menagerie (Fleck) 5′53
08 Waltse for Abby (Fleck) 3′02
09 Brazil (Barroso, Russell) 5′58
10 The Enchantment (Corea) 5′39
11 Sunset Road (Fleck) 4′36


Bird and Diz - Dizzy Gillespie, Charlie Parker

Encontro dos dois fundadores do be-bop, que conta ainda com a participação do genial pianista Thelonious Monk. Gravado em Nova Iorque em 1950.






 
Faixas:
1. Bloomdido
2. Oscar For Treadwell [Alternate Take]
3. Oscar For Treadwell
4. Mohawk [Alternate Take]
5. Mohawk
6. My Melancholy Baby [Alternate Take]
7. My Melancholy Baby
8. Leap Frog [Alternate Take]
9. Leap Frog [Alternate Take]
10. Leap Frog [Alternate Take]
11. Leap Frog
12. Relaxin' With Lee [Alternate Take]
13. Relaxin' With Lee


Músicos


Charlie Parker (saxo alto)
Dizzy Gillespie (trompeta)
Thelonious Monk (piano)
Curly Russell (bajo)
Buddy Rich (bateria)


http://www.4shared.com/file/192412892/766996a1/bird_and_diz.html